Ele é um dos grandes nomes quando o assunto é longevidade, e conseguiu um feito que muita gente sonha em entender: descobrir o que faz certas pessoas viverem tanto e com tanta saúde. O pesquisador Dan Buettner passou mais de 20 anos estudando os lugares do mundo onde há o maior número de pessoas que ultrapassam os 100 anos, batizando essas regiões de 'Zonas Azuis do Planeta'.
O que ele encontrou por lá vai muito além de uma boa genética. Em países como Japão, Itália, Grécia e Costa Rica, Buettner observou hábitos simples que se repetem: alimentação natural, laços sociais fortes e uma vida com menos pressa.
E claro, algumas regras de ouro sobre o que não deve entrar no prato, ou melhor, na despensa.
O pesquisador reuniu suas descobertas em livros como 'Os Segredos das Zonas Azuis para Viver Mais: Lições dos Lugares Mais Saudáveis da Terra' e 'A Cozinha das Zonas Azuis: 100 Receitas para Viver até os 100 Anos'. Hoje, com quase 650 mil seguidores no Instagram, ele compartilha vídeos e dicas sobre alimentação e bem-estar, sempre com uma mensagem clara: viver bem é possível, desde que a gente saiba o que evitar.
Recentemente, Buettner publicou um vídeo listando quatro alimentos que ele recomenda tirar de casa para não cair na tentação. Segundo ele, esses itens até parecem inofensivos e são irresistíveis para muita gente, mas escondem riscos sérios para a saúde.
"São uma receita para o fracasso", afirma o especialista, mas a boa notícia é que, de vez em quando, se permitir um mimo está tudo bem. Mas no dia a dia, o ideal é manter distância deles.
Segundo Buettner, as bebidas açucaradas são uma das principais fontes de açúcar refinado na dieta de pessoas em muitos países, em especial dos norte-americanos. Seu consumo está associado ao desenvolvimento de sobrepeso, obesidade, resistência à insulina, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, hipertrigliceridemia, dislipidemia e outras doenças crônicas não transmissíveis.
Biscoitos, batatas fritas, salgadinhos de pacote e afins… o lanche rápido que o brasileiro ama é, segundo o pesquisador, um dos grandes vilões da saúde, embora não esteja diretamente ligado à obesidade. Essa condição, causada pelo acúmulo excessivo de gordura, pode ser muito prejudicial à saúde, pois é a causa principal de muitas outras doenças cardiovasculares.
Segundo a OMS, ela "pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, afetar a saúde óssea e a reprodução, e aumentar o risco de desenvolver certos tipos de câncer".
O problema aqui não é o docinho do fim de semana, mas o excesso diário de açúcar escondido nas sobremesas e lanches. Bolos, chocolates, sorvetes, biscoitos e barras de chocolate são ricos em calorias e contêm gorduras saturadas. Isso significa um risco de obesidade e arteriosclerose - doença inflamatória que causa o acúmulo de gordura nas artérias.
Este grupo inclui muitos tipos de alimentos, como frios, linguiças, pizzas congeladas, cereais matinais, sopas prontas, etc. Mas atenção: existem alguns alimentos processados que são bons e que podemos guardar perfeitamente na geladeira, como peixes congelados e enlatados, frutas congeladas, homus, frango e carne embalados a vácuo, leguminosas enlatadas, iogurte grego e mais.
Basta ler atentamente os ingredientes nos rótulos. Opte sempre por ingredientes que 'sua avó reconheceria' e que tenham o mínimo possível de ingredientes em alta concentração.